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Carrefour usará aquisição do Makro para expandir Atacadão

Logo do Carrefour no Chipre, dia 09/09/2014

Logo do Carrefour no Chipre, dia 09/09/2014 (Andrew Caballero-Reynolds/Bloomberg)

O Carrefour anunciou neste domingo a compra de 30 lojas do Makro, por R$ 1,95 bilhão. Com o negócio, a gigante francesa de supermercados dá um salto na operação de atacarejo com a bandeira Atacadão e, somado com a abertura de 20 lojas prevista para 2020, ganha o equivalente a um ano e meio de faturamento numa tacada só, segundo o presidente do Grupo Carrefour, Noël Prioux. Já o Makro diz que vai focar sua atuação no mercado de São Paulo. O acordo foi antecipado pelo estadão.com.br.

“Essa transação é o movimento mais importante para o Grupo Carrefour no Brasil desde a compra do Atacadão em 2007”, afirmou, em comunicado, Alexandre Bompard, presidente do Conselho de Administração do Grupo Carrefour. A negociação vai permitir maior atuação da rede no Rio de Janeiro, com sete lojas, e nos Estados do Nordeste, com oito lojas. O acordo envolveu, ainda, 14 postos de combustível. Para ser efetivada, a transação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

As unidades adquiridas devem ser convertidas em Atacadão em até 12 meses. Com a “virada” da operação, essas lojas devem ter aumento de até 60% no faturamento, afirma Prioux. Dos R$ 62 bilhões que o Carrefour faturou em 2019, R$ 42 bilhões vieram dessa bandeira. O faturamento do segmento deve crescer R$ 2,8 bilhões com o novo investimento e o grupo vai aumentar de 187 para 217 as lojas Atacadão.

Das 30 unidades vendidas ao Carrefour, 22 eram de propriedade do Makro, enquanto 8 eram alugadas. O Carrefour teria a intenção de aproveitar ao menos parte dos funcionários do Makro nas lojas do Atacadão.

Concentração

O Makro, que pertence ao grupo holandês SHV, não vai sair do País. O objetivo, segundo Roger Laughlin, presidente da companhia, é focar as operações em São Paulo, com 24 unidades. Com a venda das 30 unidades para o Carrefour, o Makro passa a ter 38 lojas. Laughlin afirma que a companhia negocia a venda de mais 14 unidades para outras redes.

O dinheiro do negócio, disse o executivo do Makro, será usado para modernizar as unidades paulistas, especialmente no que diz respeito à oferta de perecíveis. “É um novo negócio, praticamente um atacarejo”, disse. “Temos massa crítica em São Paulo, e um bom market share (participação de mercado) relativo. Por isso vamos focar as nossas operações aqui.”

Junto com a reforma das 24 lojas que continuarão com a marca Makro,  SHV pretende também acelerar a estratégia de atendimento ao mercado de alimentação fora do lar, o food service. Além disso, a companhia poderá abrir lojas menores, de cerca de um quarto do tamanho atual, cuja média é de 8 mil m².

Com um faturamento de cerca de R$ 7 bilhões, o Makro vinha organizando sua operação há alguns anos para uma venda. A companhia fechou lojas nos últimos anos e modificou sua operação, antes voltada apenas a atacadistas, passando a atender o público geral.

Mas analistas de mercado acham que a concentração de negócios em um número menor de lojas pode mais atrapalhar do que ajudar. Fontes dizem que fazer a “virada” do negócio com 24 lojas é bem mais difícil do que com o triplo desse tamanho, especialmente com escala menor de compra. Também redes como Atacadão e Assaí, do GPA, estão bem posicionadas no mercado paulista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e do site Isto é Dinheiro

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